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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Terça-feira 26/07/2016


Terça-feira, 26 de julho de 2016



"A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não irá protegê-lo." (Augusto Cury)




EVANGELHO DE HOJE
Mt 13,16-17

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


Jesus continuou, dizendo:
- Mas vocês, como são felizes! Pois os seus olhos vêem, e os seus ouvidos ouvem. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: muitos profetas e muitas outras pessoas do povo de Deus gostariam de ver o que vocês estão vendo, mas não puderam; e gostariam de ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.




Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
José Machado Filho


O aprofundamento na fé exige o compromisso
Jesus enaltece aqueles que estão próximos a Ele, acatando suas palavras e vivenciando-as em seu cotidiano. Esses estarão participando de seu Reino ainda aqui na terra e por isso são declarados felizardos. "Felizes sois vós, porque vossos olhos vêem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas desejavam ver o que vedes, e não viram, desejavam ouvir o que ouves, e não ouviram". Esses receberam o dom de Deus e tem por obrigação partilhá-lo com seu próximo. É uma riqueza que não pode ser guardada apenas para si. Ao mesmo tempo é aumentada a responsabilidade destes em relação à fidelidade a Jesus, porque a cobrança será mais rigorosa para com os que conhecendo a verdadeira felicidade a renunciam pelos prazeres terrenos.

Outros procuram Jesus apenas para saciar suas necessidades materiais sem assumir o compromisso da fidelidade aos seus ensinamentos, por ignorá-los.

Reflitamos na necessidade que temos em nos aprofundar no conhecimento do que Jesus espera de nós e nos conscientizar que esse aprofundamento gera maior exigência no julgamento que teremos de nossas ações, e que tudo isso é possível apenas com a assistência divina e não por méritos próprios.

jose.machado@t-systems.com.br








COMPORTAMENTO

Como nos desapaixonamos?

Todos nós sabemos o que é o amor, as etapas pelas quais ele passa e o que é preciso fazer para mantê-lo vivo. Mas… o que acontece com a fase do “desapaixonamento”?

Sim, isso também acontece. Nós nos apaixonamos, mas também nos desapaixonamos. A questão é por que e como isso acontece. Podemos evitar? Sempre vamos nos desapaixonar com o tempo?

Vamos descobrir!

Atração física e mental

Quando nos apaixonamos por alguém nos sentimos atraídos por essa pessoa. Então por que, de repente, deixamos de nos sentir atraídos? Será que nos “cansamos” do nosso parceiro?

A atração é um dos primeiros estágios da paixão que diminui com o tempo. O nervosismo que sentíamos quando recebíamos uma ligação, por exemplo, ficou para trás, quando a pessoa nos convidava para sair ou quando queria fazer uma surpresa, também… Onde foi parar isso? Nosso corpo mudou. Já não somos os mesmos. A rotina começou a fazer efeito.

O poder do costume

Algo de que não gostamos porque não nos trás nada de bom: tédio e monotonia. Antes tudo era novidade e agora é tudo igual. Onde está aquilo que antes nos surpreendia? Os planos feitos juntos se perderam… já não há espontaneidade.

A falta de contato físico é fruto do costume, da rotina… começamos a reprimir demonstrações de afeto em público e as palavras carinhosas somem do nosso vocabulário. Existe uma rotina e isso “nos acomoda”, mas com o tempo, isso trás consequências. Começamos a cansar do nosso parceiro e, muito importante, a ver defeios onde antes não víamos.

Críticas destrutivas

Por que no começo tudo era perfeito e agora não é mais? Como, de repente, todos esses defeitos resolveram aparecer? Éramos cegos? Essa também é uma das fases do amor, quando vemos as qualidades exaltadas. Nós as aumentamos no início, mas quando conseguimos vê-las tal e como são, já não nos agradam.

Começamos a nos cansar daqueles comportamentos que antes tolerávamos e já não nos importamos em dizer tudo o que pensamos ao nosso parceiro, sem pensar se o estamos machucando ou não. Antes tentávamos ser mais empáticos, mais compreensivos… e de repente nos transformamos em escravos de queixas, de chateações e, até mesmo, de discussões.

Falta de comunicação

Muito importante em qualquer relação: a comunicação. Ela nunca pode faltar, caso contrário a relação estará perdida.

É preciso interagir com o parceiro. Mas, atenção! Estamos falando de conversar, não de discutir. Trocar desejos, emoções e confiar um no outro. Tudo isso também é perdido quando acaba a atração e quando começamos a ver defeitos. Já não reconhecemos nosso parceiro… muitas vezes vemos um desconhecido.

A linha tênue da afeição

Certamente, você já ouviu essa frase “Já não te amo, mas tenho muito carinho por você”. Todo o anterior desemboca nesse ponto. É aqui onde está perfeitamente a linha que divide o amor da afeição.

Apesar de nos desapaixonarmos, sentimos carinho por aquela pessoa com a qual compartilhamos parte da nossa vida. Foram bons e maus momentos, e vivemos todos eles. Foi uma parte importante de nossas vidas e não pensamos nela como algo negativo. Mas… o amor acabou..

Como mencionávamos anteriormente, a força da rotina e do passar dos anos provoca o desencanto, a falta de comunicação… tudo isso faz com que o amor se transforme em mera afeição.

E agora vem a grande pergunta: pode-se evitar o desamor? Depende. Nem todos os casais conseguem preservar o amor ao longo do tempo, por isso muitos acham que o amor tem data de validade. Talvez a afinidade que exista e o tipo de personalidade do seu parceiro influencie o tempo de duração do amor. O bom humor, o positivismo, fazer coisas juntos, se divertir… Isso costuma ajudar, mas depende como somos e de como nos sentimos.

Todo amor entre casais acaba se transformando em carinho? Você acredita que é possível evitar o desamor?






MOMENTO DE REFLEXÃO


Casa de Vó é o lugar mais doce do mundo! É onde até o limão é doce e qualquer doce fica muito mais doce. Há sempre um rocambole fofo coberto de açúcar em cima da geladeira. E dentro? Nem se fala...
Há sonhos de verdade cobertos de canela. Há biscoitos quentinhos acabados de sair. Há suspiros dourados e beijinhos doces. E a melhor, a mais limpinha, a mais gostosa cama do mundo.
Há esconderijos segredáveis e mapas de tesouro. Há castelos, fadas, viagens especiais, reis, princesas e super-heróis. Há risos, muitos risos de sobremesa nas mesas de domingo.
Na casa de Vó as coisas são da altura da gente e tudo está ao alcance das mãos. Nada é cheio de não-me-toques. Tudo é à prova de neto! Até a guerra de travesseiros vem, mas significa paz e alegria.
Na casa da vovó dá vontade de correr e brincar o resto da vida sem parar nunca. Pois trincos não tem, fechaduras também não. Casa de Vó tem, é muitos braços todos abertos a qualquer hora. Pra casa de Vó você nunca precisa avisar que vai, é só chegar.
Mesa da casa de Vó vive pronta! Com toalha bem lavável, sem enfeites caros e novos, resistentes, isso sim. E tudo funciona melhor na casa de Vó. As paredes amortecem os tombos.
O chão é menos duro. O fogão tem mais que seis bocas, todas acesas! A mesa, como ter pernas... As cadeiras, mais que dois braços aconchegando. E Vó, sempre, é toda ouvidos!
Caderno de receita da Vó então, é livro cobiçado, já esgotado. Todos querem os segredos dos cozidos e dos assados mas ninguém consegue jamais fazer um igual. Porque o jeito de escrever, as páginas amarelas e as gotinhas de gordura não se fizeram em um dia.
Foram precisos muitos dias de festa e vontade de agradar. Lamber os dedos pode, mas só na casa da Vó. Raspa de panela tem sempre, e, o pior, tem fila também. Se escuta sempre: “ Eu pedi primeiro”.
Quase toda Vó tem cadeira de balanço, um chinelo jeitoso, uma caixinha com bilhetes, lencinhos e papéis amarelados. Gaveta de Vó então é uma festa! De vez em quando toda Vó dá um suspiro bem fundo porque tem coisas demais para se lembrar tendo saudade. Há coisas que só o amor de Vó faz. Machucados, por exemplo, são curados com dengo e muitos e muitos beijos.
Dinheiro de Vó rende... Pensando bem é o único dinheiro que rende. E costura que Vó faz então?  Chega a vestir três gerações até. As estórias de Vó, as brincadeiras e as cantigas de ninar, só ela conhece, mais ninguém. E o sono vem cheio de sonhos bons, quando a Vó está por perto.
Porque só cheirinho de Vó já é uma delícia! O colo é tão gostoso e a pele tão macia que ficam na lembrança da gente pro resto da vida. O assunto não tem fim na casa de Vó.
Há tanto caso engraçado e estórias pra se ouvir, que ver televisão é perder tempo... O relógio é sempre adiantado para ninguém perder a hora. Existe na casa de Vó a mágica do tempo, ele obedece, vai e volta, é só querer. E a gente é o que quer ser. Cresce, se quiser crescer.
A casa de Vó tem o maior espaço do mundo, mesmo que não tenha espaço nenhum. Porque o espaço maior ficou inventado pela liberdade de rir, de correr e de gritar. Espaço infinito que é do tamanho do coração que toda Vó tem.

Guiomar Paiva Brandão




Diário de Segunda-feira 25/07/2016


Segunda-feira, 25 de julho de 2016



“Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender.” (Alvin Toffler)




EVANGELHO DE HOJE
Mt 20,20-28

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


20Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.
22Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.
24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Canção Nova


O pedido da mãe pelo primeiro lugar para os filhos. Os discípulos não só não entendem o alcance da mensagem de Jesus, mas continuam com suas ambições pessoais. Enquanto Jesus insistia no serviço e na doação, eles teimavam em pedir os primeiros lugares no Reino. A mãe de Tiago e João, levando consigo os dois filhos, chega perto de Jesus e pede um lugar na glória do Reino para os dois filhos, um à direita e outro à esquerda de Jesus. Os dois não entenderam a proposta de Jesus. Estavam preocupados só com os próprios interesses. Sinal de que a ideologia dominante da época tinha penetrado profundamente na mentalidade dos discípulos. Apesar da convivência de vários anos com Jesus, eles não tinham renovado sua maneira de ver as coisas. Olhavam para Jesus com o olhar antigo. Queriam uma recompensa pelo fato de seguir a Jesus. Ante o pedido ambicioso da mãe dos garotos, Jesus reage com firmeza: Vocês não sabem o que estão pedindo! E pergunta se eles são capazes de beber o cálice que ele, Jesus, vai beber, e se estão dispostos a receber o batismo que ele vai receber. É o cálice do sofrimento, o batismo de sangue! Jesus quer saber se eles, em vez do lugar de honra, aceitam entregar a vida até à morte. Os dois respondem: “Podemos!” Parece uma resposta da boca para fora, pois, poucos dias depois, abandonaram Jesus e o deixaram sozinho na hora do sofrimento. Eles não têm muita consciência crítica, nem percebem sua realidade pessoal. Quanto ao lugar de honra no Reino ao lado de Jesus, quem o dá é o Pai. O que ele, Jesus, tem para oferecer é o cálice e o batismo, o sofrimento e a cruz. Entre vocês não seja assim. Jesus fala, novamente, sobre o exercício do poder. Naquele tempo, os que detinham o poder não prestavam conta ao povo. Agiam conforme bem entendiam. O império romano controlava o mundo e o mantinha submisso pela força das armas e, assim, através de tributos, taxas e impostos, conseguia concentrar a riqueza dos povos na mão de poucos lá em Roma. A sociedade era caracterizada pelo exercício repressivo e abusivo do poder. Jesus tem outra proposta. Ele diz: Entre vocês não deve ser assim! Quem quiser ser o maior, seja o servidor de todos! Ele traz ensinamentos contra os privilégios e contra a rivalidade. Quer mudar o sistema e insiste no serviço como remédio contra a ambição pessoal.

Jesus define a sua missão e a sua vida: “Não vim para ser servido, mas para servir!” Veio dar sua vida em resgate para muitos. Ele é o Messias Servidor, anunciado pelo profeta Isaías (cf. Is 42,1-9; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12). Aprendeu da mãe que disse: “Eis aqui a serva do Senhor!” (Lc 1,38). Proposta totalmente nova para a sociedade daquele tempo.

O pedido ambicioso da mãe para os dois filhos, e a explosão irritada dos outros dez, deram ensejo ao Senhor para expor uma das lições mais belas do Evangelho: o espírito de serviço. Não podemos comparar-nos, para ver se um é mais do que o outro; não nos devemos deixar arrastar pela inveja e uma competitividade vaidosa; pelo contrário, a nossa ambição deve ser dar-se totalmente e servir, por amor, como Jesus faz. Aí encontraremos a felicidade. Porque é dando que se recebe, é amando que se é amado, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se ressuscita para a vida eterna. Hoje, quais têm sido as suas ambições? Sugiro que peças somente o necessário para ser feliz. E este consiste em contemplar o Rosto misericordioso de Deus.

Pai, transforma-me em servidor de meus semelhantes, fazendo-me sempre pronto a doar minha vida para que o teu amor chegue até eles.









MOTIVAÇÃO NO TRABALHO


Cuidado com a preguiça de fazer pequenas coisas

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 As coisas grandes e urgentes temos que fazer, gostemos ou não. Ninguém esquece ou deixa para depois, coisas que não pode esquecer, nem deixar para depois....

 O problema está nas pequenas coisas. Muitas coisas são "pequenas" mas são essenciais. E são essas coisas que deixamos para depois ou simplesmente não fazemos.

 Coisas pequenas e simples como dar um telefonema de agradecimento, sair da sua sala e ir até a expedição conversar com o pessoal de logística ou qualquer outro departamento da empresa, são proteladas porque são consideradas simples demais e que podem ser feitas em qualquer momento.  As coisas simples são as que menos fazemos.

 Um exemplo muito comum desse comportamento é que as pessoas que residem em São Paulo ou Rio, por exemplo, dizem que a vantagem de residir num grande centro é que essas cidades têm muitos teatros, concertos, óperas, etc. Se você perguntar qual a última vez que essas pessoas que residem lá foram a um teatro ou ópera, nem se lembrarão, se é que foram algum dia. Por que isso ocorre?

 Simplesmente porque é tão fácil ir - o teatro é perto, concertos ocorrem a todo momento - que a facilidade faz com que nunca se vença a preguiça de ir. "Qualquer dia eu vou..."  e esse dia nunca chega.

 Visitar um amigo, um parente, uma pessoa doente. Ir a um aniversário, a um batizado, a um casamento. Você vai?
 Nesta semana, pense nisso. Lembre-se das coisas simples.

 Boa semana. Sucesso!







MOMENTO DE REFLEXÃO


Onde estás Tu, Senhor?
Procuro-te e não Te encontro! Escondeste-te, por acaso, de mim?
Como queres Tu que eu caminhe, se não vejo a tua luz, se não me iluminas o caminho?
Não vês os meus olhos abertos, tentado perscrutar a escuridão? Não vês os meus braços estendidos, tentado detectar os obstáculos? Não vês os meus ouvidos atentos, tentando ouvir a tua voz? Não vês os meus passos incertos, que quase me fazem tombar?
Onde Te escondes, Senhor, que me deixas assim sozinho percorrer os caminhos da vida?
Tenho medo, Senhor, não percebes? Não vês a minha intranquilidade, a minha angústia?
Procuro-te em todo o lado, Senhor, sirvo-me de tudo, da minha inteligência, da minha racionalidade, de tudo o que aprendi, e nada, Senhor, não Te encontro!
Procuro-te no cimo das montanhas, no fundo dos oceanos, na brisa leve e no forte vento, no tempo e no espaço, e não Te encontro, Senhor!
Mas não estavas Tu em todo o sítio, em todas as coisas, sempre e em cada momento?
Porque não Te encontro, então, Senhor?
Tateio a escuridão, tento afastar com as mãos as trevas que me envolvem, abro desmedidamente os olhos, grito com toda a minha força, e nada, Senhor, não Te encontro, não me respondes!
Sento-me à beira da estrada da vida, inclino-me e coloco a minha cabeça entre as mãos.
Calo-me, faço silêncio e lentamente envolvo-me com um novelo, e entro em mim.
Já nada me interessa, não quero ouvir mais nada, não quero olhar mais nada, quero apenas conhecer-me, entrar no meu coração e deixar que ele me acalme, com os restos de amor que ainda nele são pobre bálsamo.

Uma calma, uma paz, uma tranquilidade, toma conta de mim.

Parece-me agora que sou todo coração. Já não são os meus olhos que veem, nem os meus ouvidos que ouvem. Já não são as minhas mãos que se estendem, nem os meus pés que caminham. Já não é a minha cabeça que pensa, nem a minha boca que fala.
Sinto, cada vez mais, que agora sou todo e apenas coração.

Ouço então uma voz que me chama:
Joaquim, Joaquim, Joaquim, Eu estou aqui! Vive-me no teu coração!

A vida que não se encontrava, retoma cor e alegria, porque a Vida verdadeira se faz vida na minha vida, e eu exclamo num grito imenso:
Ah, estavas aí, Senhor!




Diário de Domingo 24/07/2016


Domingo, 24 de julho de 2016



"Ainda que seus passos pareçam inúteis; vá abrindo caminhos como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão...”(Antoine de Saint-Exupéry)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 11,1-13

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Um dia Jesus estava orando num certo lugar. Quando acabou de orar, um dos seus discípulos pediu:
- Senhor, nos ensine a orar, como João ensinou os discípulos dele.
Jesus respondeu:
- Quando vocês orarem, digam:
"Pai, que todos reconheçam
que o teu nome é santo.
Venha o teu Reino.
Dá-nos cada dia o alimento
que precisamos.
Perdoa os nossos pecados,
pois nós também perdoamos
todos os que nos ofendem.
E não deixes que sejamos tentados."
Então Jesus disse aos seus discípulos:
- Imaginem que um de vocês vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga: "Amigo, me empreste três pães. É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer."
- E imaginem que o amigo responda lá de dentro: "Não me amole! A porta já está trancada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães."
Jesus disse:
- Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar. Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate. Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho, quando ele pede um peixe? E se lhe pedir um ovo, vai lhe dar um escorpião?
Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos vossos filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Isaias Costa


No evangelho de hoje vemos que Jesus ensina aos seus discípulos a oração perfeita! A súplica dos discípulos em querer fazer uma oração perfeita toca no mais profundo do coração de Jesus. Por isso Ele diz: “Quando quiserdes orar, dizei. Pai nosso que estás nos céus.”
A fórmula oracional ensinada por Jesus aos discípulos é simples, todos conseguem compreender e todas as memórias conseguem guardar. Nada falta e nem sobra nesta oração. Tudo nesta oração é novidade, sobretudo as palavras iniciais. Ao usar a palavra Pai, Jesus aproxima o contato das pessoas com Deus. Pai, protetor.
Jesus cria uma intimidade com o Pai. Até então, as orações eram protocolares, ou seja, eram formadas por pensamentos vazios. Ex. “Demanda de Stotoetis, filho de Apinguis, filho de Tesenuphis: Espero ficar livre de minha doença. Concede-me”. Essa era uma típica oração aos deuses, que nada aproximava o humano ao divino. O Pai Nosso aproxima o humano do divino.
Jesus observa os olhares atentos e interrogadores dos discípulos. Por isso, após à oração ele narra uma parábola aos discípulos. Ensinando que em suas orações devem estar presentes a perseverança e confiança. À noite não é fácil atender um amigo importuno. Todavia, a perseverança deve ser essencial.
Em seguida Jesus faz uma comparação com o pão e pedra, peixe, serpente, ovo e escorpião. Se o que pedimos é bom, Deus irá atender nosso pedido, mas se não for bom, com certeza o pedido não será atendido. Deus concede o que é importante para nós!
VIVENDO.
Querido leitor. Assim como eu você deve ter aprendido a oração do Pai Nosso desde criança. Lembro-me quando era, toda a minha família se reunia para rezar o Terço. Em sempre queria rezar apenas o Pai Nosso. Essa oração me aproxima de Deus.
O Pai Nosso é uma oração universal. Não cita religião e nem quer levar seguidores para uma religião. O Pai nosso é a oração de confiança. Mas quais são os momentos que o rezamos? Apenas quando estamos apurados? Ou somente quando vamos à Igreja?
No decorrer da vida com essa oração aprendemos que quando rezamos o Pai Nosso estamos pedindo e agradecendo. As vezes mais pedimos do que agradecemos. Claro que Jesus afirma que devemos ser perseverantes. Porém, devemos, sobretudo agradece o que conquistamos.
Sejamos humanos, nada mais. Humanos que sabem agradecer e sabem pedir. Que em nossas orações nossos pedidos não sejam egoístas, pelo contrário, vamos pedir por aqueles que também necessitam. Seja humano. Simplesmente humano.
Você pode, você consegue







VÍDEO DA SEMANA


10 conselhos para manter um relacionamento - Pe. Chrystian Shankar


https://www.youtube.com/watch?v=_98w2XVoF1U







MOMENTO DE REFLEXÃO


Ressentimento: Poucas pessoas se dão conta de que esta palavra pode ter duplo sentido, quando a analisamos sob a ótica da energia e não exclusivamente da expressão verbal.
No aspecto positivo, pode ser considerada como um sentimento e ser confundida com saudades e, no aspecto negativo, ser interpretada como mágoa.
A maioria prefere encarar como energia negativa porque é mais fácil nos posicionarmos como vítimas e agirmos como ressentidos.
É uma postura pouco recomendada, mas, infelizmente, é melhor propagarmos o que está ruim dentro de nós do que nos posicionarmos como quem não admite isso.
Estar ressentido jamais quer dizer que estamos adubando uma sensação que não nos fez bem. O ato de ressentir-se é ter novamente o mesmo sentimento que em algum momento experimentamos ou vivenciamos.
Sou o que penso ser. Sou o que fiz ontem. Sou o que me permito realizar, portanto, é minha escolha manter este ou aquele sentimento e é minha profunda ignorância aceitar que o retorno do sentimento continue me prejudicando.
Cada momento que iremos viver na sequência é novo. Cabe a nós darmos a ele a importância que queremos dar na continuidade de nossas ações.
Tenho treinado bastante com meu Mestre a postura de abandonar as sensações ruins e me manter firme no cultivo das boas. Este é o primeiro passo de uma evolução consciente.
Confesso que no começo não foi fácil. Eu tinha sido treinado, sem saber, para conviver com emoções que nada agregam. Por quê? Porque é mais fácil assim. Porque o meio era assim. Alguém tem que ter a responsabilidade de zelar e cuidar de mim. Meu profundo engano era quando confundia o evoluir com caminhar.
Ora, entregava tudo isso para um ser superior e me considerava produto dele. Quando não conseguia, era este ser que não queria. Quando realizava algo, era ele que me ajudava. Levei anos convivendo com isso e invariavelmente me posicionava como produto de desejos de terceiros. Tinha que ter, sempre, um protetor...
Quando descobri que eu sou o responsável pelo que colho, consegui algumas vitórias:
A primeira – Deixei de ressentir-me com coisas ruins.
A segunda – Tornei-me muito mais guerreiro e responsável.
Meu Mestre não é meu protetor. É meu professor. Ele me ensina princípios, eu traço o caminho. Ele me mostra que ressentir-se por sentimentos negativos é um sinal de profunda fraqueza humana.
Sentir saudades... Isso é bom. Tão bom, mas tão bom que chega a ser bom de bom que é...

Saul Brandalise Jr


Diário de Sábado 23/07/2016


Sábado, 23 de julho de 2016



O dinheiro faz os homens ricos. O conhecimento faz os homens sábios.
E humildade faz os homens grandes



EVANGELHO DE HOJE
Mt 13,24-30

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


Jesus apresentou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como alguém que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os servos foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os servos perguntaram ao dono: ‘Queres que vamos retirar o joio?’ ‘Não!’, disse ele. ‘Pode acontecer que, ao retirar o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita. No momento da colheita, direi aos que cortam o trigo: retirai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! O trigo, porém, guardai-o no meu celeiro!’”


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


Não arranqueis o joio! Pode acontecer que arranqueis também o trigo.
Nesta parábola do joio e do trigo, Jesus nos explica por que existem pessoas más e tanta maldade no mundo. Não é obra dele, e sim do maligno.
E ele nos orienta como agir. Não se trata de destruir os maus, mas de conviver junto, porque assim quem sabe eles se convertem e se tornam bons.
Como Deus é bom! Chega a arriscar a vida dos seus, para salvar os seus inimigos.
Alguns dizem, ao ver tanta maldade no mundo: “Será que Deus não está vendo?” Está vendo sim. Só que ele não é cruel como nós, que queremos logo destruir os adversários.
Quantos inocentes sofrem, porque as pessoas se julgam logo com a razão e nem querem dialogar e esclarecer os fatos e as motivações!
O profeta Jonas queria destruir Nínive, mas Deus deu uma chance para a cidade e ela se converteu. No fim do livro, com a história da mamoneira, fica claro que Jonas é que era preconceituoso. Veja a irritação de Jonas, quando viu o povo convertido: “Ah, Senhor! Não era isso mesmo o que eu dizia quando estava na minha terra? Foi por isso que eu corri, tentando fugir para Társis, pois eu sabia que é um Deus bondoso demais, sentimental, lerdo para ficar com raiva, de muita misericórdia e tolerante com a injustiça” (Jn 4,2).
Um dia, um povoado de samaritanos não quis hospedar Jesus e os Apóstolos, porque estavam indo para Jerusalém. Tiago e João disseram a Jesus: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu, para que os destrua?” (Lc 9,54). Jesus os repreendeu. A partir daí, os colegas começaram a chamar os dois de “boanerges”, que significa “filho do trovão”.
Nós não queremos ser filhos do trovão com os maus, mas também deixá-los continuar fazendo o mal. “Irmãos, praticai o bem, e não vos deixeis levar pelo mal” (SP).
Era assim que Jesus agia, conforme disse S. Mateus: “Ele não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega” (Mt 12,20). A diferença entre Comunidade e seita é que a seita se isola dos maus, enquanto a Comunidade é aberta, ela se mistura, como o fermento, cuja parábola está também no Evangelho de hoje.
Todas as pessoas tem um fundo bom, que é a parte criada por Deus. É para esse fundo bom que devemos olhar, para amar os maus. “Enquanto todos dormiam veio o inimigo...” Queremos ser bom fermento no mundo, para transformá-lo. “Não temas as trevas, se trazes dentro de ti a luz.”
E Jesus termina com uma frase muito bonita e consoladora: “Então, os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai”.
Queremos agradecer a Deus a paciência que tem conosco, não nos arrancando quando somos joio. Porque, diante dele, ninguém é santo nem justo, todos somos pecadores e não merecemos o seu amor.
Sândalo é uma planta aromática e medicinal. À medida que o machado a corta, ela vai exalando mais e mais seu aroma, perfumando até mesmo a ferramenta que a fere. Por isso o sândalo é metáfora do ser cristão, que paga o mal com o bem. Os mártires nos deram esse belíssimo exemplo. Por exemplo, Santa Maria Goretti.
Nós queremos dar testemunho a todos, também aos maus, convidando-os à conversão. Que Maria Santíssima nos ajude!
Não arranqueis o joio! Pode acontecer que arranqueis também o trigo.








CASA, LAR E FAMÍLIA


Como utilizar produtos para passar roupa mais fácil


Passar roupas é uma tarefa doméstica um pouco trabalhosa e que toma bastante tempo. O ato de alisar as roupas com o ferro quente e tirar as marcas amarrotadas do processo de lavagem e até mesmo de estar dobrada, exige alguns cuidados e bastante paciência. Alguns tecidos como linho e algodão por exemplo tornam a tarefa extremamente complicada e cansativa.

Confira algumas dicas de produtos que  pode usar para passar suas roupas com maior facilidade.

Amaciador de roupas: Assim como o próprio nome diz o produto foi desenvolvido para amaciar as fibras dos tecidos e com isso facilitar a tarefa de passar as roupas e dar um caimento melhor ao corpo depois de seca. Assim como nossa pele, o tecido também precisa ser hidratado para manter sua elasticidade e vitalidade.
Uma boa dica para facilitar na hora de passar é fazer uma mistura de 2 colheres de sopa de um amaciante de roupas de sua preferência e água. Coloque em um borrifador e passe um pouco nas roupas antes de passar. Além de ficar com um cheirinho agradável  levará menos tempo para concluir o serviço e ainda economiza energia eléctrica.

Álcool: Fazer uma mistura de 2 colheres de sopa de álcool líquido e água também pode ajudar a passar os tecidos mais difíceis como algodão, linho e outros tecidos mais encorpados.
O segredo está em molhar bem as partes da peça que estão com marcas e em seguida passar o ferro quente por cima. O álcool deixa a peça bem lisinha e facilita bastante o trabalho. Além disso seu cheiro simplesmente desaparece depois de seco.
Manta térmica: Forrar a tábua de passar com uma manta térmica ou um pedaço de papel alumínio é outra forma de facilitar o processo sem a necessidade de aplicar produtos em suas roupas. A explicação é simples, o calor ficará retido e enquanto  passa um lado da peça, o outro vai ficando mais liso automaticamente.
Dicas

Lembre-se de sacudir a roupa antes de estendê-la no varal. Isto fará com que o tecido fique mais ajeitado e livre de abarrotamento excessivo.
Se tiver espaço ,uma outra opção é secar camisas e camisetas no cabide. Além de secar mais rápido o tecido ficará certinho e sem dobras ou deformações.
Tente criar uma rotina semanal para lavar e passar suas roupas. Tirá-las do varal ainda húmidas e passar facilita bastante a tarefa e as roupas ficam mais lisinhas.
Com produtos baratos e que todo mundo tem guardado em casa é possível passar a roupa de toda a família com muito mais tranquilidade.








MOMENTO DE REFLEXÃO


O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
-'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.
-'Ruim' - disse o aprendiz.
 O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-'Beba um pouco dessa água'. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-'Qual é o gosto?'
-'Bom!' disse o rapaz.
-'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre.
-'Não' disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.




Diário de Sexta-feira 22/07/2016


Sexta-feira, 22 de julho de 2016



“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá..” (Madre Teresa de Calcutá)



EVANGELHO DE HOJE
Jo 20,1-2.11-18

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


No primeiro dia da semana, bem de madrugada,...Maria Madalena tinha ficado perto do túmulo, do lado de fora, chorando..., inclinou-se para olhar dentro do túmulo. Ela enxergou dois anjos, vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus... Os anjos perguntaram: "Mulher, por que choras". Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram". Dizendo isto, Maria virou-se para trás e enxergou Jesus, de pé, mas ela não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: "Mulher, por que choras? Quem procuras?" Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu irei buscá-lo". Então Jesus falou: "Maria!" Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: "Rabûni!" (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: "Não me segures, pois ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus". Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor", e contou o que ele lhe tinha dito.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


Mulher, por que choras? A quem procuras?
Hoje celebramos a memória de Santa Maria Madalena. O Evangelho, próprio da festa, narra o encontro dela com Jesus, logo após a ressurreição.
“No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro.” Ela arriscou sua vida, porque Jerusalém era uma cidade grande, onde uma mulher andar sozinha, no escuro, na periferia, era perigoso. Mas quem ama arrisca e enfrenta perigos.
Madalena disse para aquele que ela pensava que fosse o jardineiro: “Dize-me onde o colocaste que eu irei buscá-lo”. Outra atitude própria de quem ama: vai além das próprias forças e faz coisas aparentemente impossíveis. Imagine uma mulher carregando o corpo de um homem! Mas até que poderia, pois o amor nos torna corajosos e nos dá força.
Nós sabemos que Maria Madalena, antes de se encontrar com Jesus, levava uma vida errada. Mas quem ama a Cristo é transformado por ele. Do mesmo modo que o ferro, em contato com o fogo, se transforma e muda até de cor, assim acontece com o ser humano quando entra em contato com Deus.
Ninguém vive sem amor. O amor é a chave da felicidade. Ele plenifica a nossa vida. E quando se trata do amor a Deus, mais ainda, porque é amor completo, sem restrições. E é tão fácil amar a Deus! A felicidade está 24 horas por dia ao nosso lado, nos esperando; basta abrir o nosso coração que ela entra. Ninguém precisa viver sozinho na vida, nem tem direito de ser infeliz
“Jesus disse: Maria! Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: Rabunni, que quer dizer: Mestre.” Madalena era de Mágdala, região onde se fala o hebraico. Jesus falava aramaico. Mas quem ama fala a língua da pessoa amada. Deus se comunica conversa conosco na nossa língua, na nossa cultura, do nosso jeito.
Madalena quer reter Jesus, mas ele disse: “Não me segures”. O amor cristão é universal, é aberto a todos, especialmente aos mais pequenos. É com esse amor que Jesus amava Madalena.
“Vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” Jesus, que logo vai para o Céu, pede para Madalena direcionar para a Igreja todo o amor que tem por ele. Ele volta para o Pai, mas agora como nosso irmão, portanto, se Deus é Pai dele, é também nosso; se é Deus dele, é também nosso.
“Madalena foi anunciar aos discípulos: Eu vi o Senhor” É o amor a Deus manifestado na obediência alegre e pronta. O amor a Deus se manifesta de mil formas: no anúncio, na obediência, na caridade, no perdão, na perseverança...
Daí para frente, Madalena passou a viver como qualquer um de nós: amando a Jesus, presente no seu Corpo Místico, a Igreja.
A lição vale tanto para o amor matrimonial como para o amor a Deus, que é a fonte e o modelo do amor matrimonial. O amor, quando não é força, mas espontâneo, torna-se forte, como o amor de Madalena para com Jesus.
Certa vez, numa cidade de tamanho médio, um bairro da periferia ficou sem água. Caiu um gato na caixa d’água e morreu. E o povo não conseguia limpar a caixa, tinha de ser a prefeitura. Mas esta nunca vinha. Uma mulher foi à prefeitura, junto com a vizinha, as duas de cor negra, tentar falar com o secretário de águas e esgotos. Mas, além de não ser atendidas, foram humilhadas. Chamaram-nas de “enxiridas”, expressão local que significa abelhudas, quer dizer, estão entrando em lugar que não é delas.
A mulher ficou irritada. Voltou e fez um abaixo-assinado. Conseguiram duas mil assinaturas. Depois convidou a mesma vizinha e foram à prefeitura, levando as folhas do abaixo-assinado.
Adivinhe como foram recebidas. Levaram-nas para uma sala vip, onde havia poltronas de luxo. Trouxeram café para elas, depois vieram conversar com elas o secretário e o prefeito juntos. No dia seguinte os funcionários da prefeitura resolveram o problema.
O pessoal da prefeitura já sabia do abaixo-assinado, e logo haveria eleições municipais.
O nosso amor a Cristo se volta para o amor à Igreja, para o povo, especialmente os que sofrem. Que descubramos a força da nossa união e a usemos.
As duas podiam cantar depois: “Animados pela fé e bem certos da vitória, vamos fincar nosso pé e fazer a nossa história”.
São duas as marias que amaram muito a Jesus: sua Mãe e Maria Madalena. Nós pedimos a elas que nos ajudem a amar mais a Jesus, tornando-nos seus discípulos cada vez mais féis.
Mulher, por que choras? A quem procuras?








CULINÁRIA


Frango no Molho de Mostarda e Bacon

Ingredientes:   

1/3 xícara de mostarda Dijon    

1/4 de colher de chá de páprica

1/4 colher de chá de sal   

1/8 de colher de chá de pimenta do reino

8 tiras de bacon, não cozidos, picados    

1/2 cebola grande picada

1 colher de sopa de azeite de oliva    

3 peitos de frango, desossados

1 e 1/2 xícaras de caldo de galinha

Modo de Preparo:

Em um recipiente misture a mostarda, páprica, sal e pimenta, até formar uma pasta. Espalhe a pasta uniformemente em ambos os lados do peito de frango. Reserve. Em uma frigideira grande, cozinhe o bacon picado em fogo médio alto apenas até que comece a dourar. Reserve em um prato o bacon e deixe a gordura na frigideira. Na mesma frigideira, adicione A cebola picada e deixe cozinhar na gordura do bacon até ficar macia. Reserve no mesmo prato do bacon. Adicione 1 colher de sopa de azeite na frigideira quente. Coloque os peitos de frango para cozinhar, em fogo médio, cerca de 1,5 minutos de cada lado. Reserve o frango no prato. Na frigideira, adicione 1 e 1/2 xícaras de caldo de galinha, deixe ferver, raspando o fundo da panela. Adicione o bacon e a cebola, misture bem. Adicione o peito de frango, reduza o fogo para médio baixo e cozinhe por cerca de 15-20 minutos, virando o frango uma vez, até que peito de frango esteja completamente cozido.



Suflê de Abobrinha

Ingrediente:

1 abobrinha média
1 ovo
3 colheres de sopa de farinha de trigo
5 colheres de sopa de queijo minas ou parmesão ralado
Tempero a gosto

Modo de Preparo:

Rale a abobrinha bem fininha e refogue no azeite com temperos a seu gosto. Sal, pimenta, alho, cebola. Acrescente 100 ml de água para cozinha levemente. Após o cozimento coloque em uma vasilha e misture o ovo, a farinha, o queijo e o tempero a seu gosto. Noz moscada, pimenta, ervas. Misture tudo até ficar homogêneo. Unte um refratário ou potinhos individuais com um pouco de azeite, coloque a massa nos potinhos ou refratário e polvilhe queijo por cima. Leve ao forno em temperatura média por aproximadamente 20 minutos.







MOMENTO DE REFLEXÃO

Quando um sonho se torna realidade, a gente nem acredita.
Não sabe se chora, se ri ou se grita.
Se belisca.
Abre e fecha os olhos.
Apalpa.
Talvez esteja dentro da nossa natureza não acreditar na realização dos próprios sonhos.
Uma natureza pessimista.
A gente espera, certo, mas no fundo não acredita.
Olhamos para eles como olhamos para o arco-íris e as estrelas: lindos, encantadores, maravilhosos e inatingíveis.
Mas gostamos de olhar, mesmo cientes de que nunca poderemos tocá-los.
O fato de existirem já é um encanto e um milagre Divino.
Nos satisfazemos.
E justamente por que não acreditamos, não corremos atrás, não construímos, não tentamos.
Olhamos para o que outros conseguem e nos dizemos que eles têm muita sorte.
Não nos incluímos nessa categoria.
Mas se um dia resolvemos pegar as sete cores do arco-íris e trazer pra realidade das nossas vidas, veremos que nós também temos muita sorte, que nós também podemos.
Se aproveitamos o brilho das estrelas para iluminar nosso caminho e não nos cegar, veremos que teremos uma caminhada mais nítida.
Só vivemos de cinza por opção, pois a vida é colorida, é intensa.
Vamos olhá-la com olhos nus.
Tocá-la.
Vivê-la.
Amá-la.
Correr atrás do que desejamos e esticar os braços até alcançarmos.
Subir escadas, transpor barreiras.
Lutar pelo que nos realizará.
Brigar, se for preciso.
Chorar, mas de pé.
Talvez assim a gente não se surpreenda tanto quando nossa mão atingir, mesmo se timidamente, uma das cores do arco-íris ou a ponta de uma estrela. 
Talvez outros se surpreendam.
Mas nós não.
Por que acreditamos.
Por que bem nos nosso íntimo sabíamos que o caminho poderia ser longo, mas que um dia chegaríamos lá.

(Letícia Thompson)